A contratação japonesa usa dois documentos — o rirekisho, uma ficha padronizada de fatos, e o shokumukeirekisho, um histórico de carreira em formato livre. Candidatos estrangeiros perdem entrevistas menos pelo conteúdo do que por quebrar as convenções de formato pelas quais os empregadores filtram inconscientemente.
Fatos principais
- Rirekisho
- Formulário padronizado de fatos
- Shokumukeirekisho
- Documento de carreira/conquistas
- Foto
- Obrigatória, formal
- À mão?
- Não — digitado é o padrão hoje
- Quando o CV basta
- Empresas globais, maioria da TI
Dois documentos, duas funções
O rirekisho prova que você é organizado: dados pessoais, educação e empregos em cronologia estrita, qualificações, tempo de deslocamento, dependentes. A função dele é ser completo e sem erros. O shokumukeirekisho vende: projetos, números, escopo de responsabilidade. Estrangeiros tendem a investir demais no primeiro e de menos no segundo — inverta isso.
As convenções que decidem triagens
- Cronologia ascendente, sem lacunas. Uma lacuna pede uma linha neutra (“estudo de idioma”, “mudança com a família”) — anos em branco sem explicação são a rejeição silenciosa clássica.
- O campo de motivação é o trailer da entrevista. Duas ou três frases ligando esta empresa à sua trajetória. Ambição genérica lê-se como spam.
- Formalidade do tom. Japonês casual em documentos sinaliza risco de entrevista; se sua escrita está abaixo do N2, peça revisão do texto final — e prepare-se para conversar sobre ele na entrevista.
Quando dá para pular tudo isso
Empresas globais e a maior parte do mercado tech em inglês aceitam CV padrão — mais uma prova de que aquele mercado é à parte. Mas qualquer candidatura que entre num fluxo de contratação em japonês, inclusive via recrutadores, será reformatada nesses dois documentos; controlar essa conversão você mesmo é melhor que deixar um agente fazê-la mal.
Erros comuns e avisos
- A consistência das datas é conferida linha a linha — estudos e empregos podem usar era japonesa ou ano ocidental, mas de forma uniforme e sem lacunas inexplicadas.
- A foto pesa mais do que parece — a selfie de celular reprova numa triagem que a foto de cabine passa. Cabines de foto para currículo existem em todo canto no Japão.
- Não copie o campo de motivação (shibō dōki) entre empresas. Recrutadores reconhecem template na hora, e é a caixa mais lida da página.
Perguntas frequentes
Onde menciono meu status de visto?
Na coluna de observações do rirekisho, breve e factual ("status Engineer/Humanities, renovação em 2027-06" — ou "visto de longo prazo nikkei", que os RHs conhecem bem). O empregador precisa disso, e deixá-lo adivinhar só gera insegurança.
E JLPT e certificações?
O rirekisho tem uma seção de licenças/qualificações — liste o JLPT com nível e ano, mais habilitação se for relevante. Para escritório, um JLPT N2+ no topo dessa seção trabalha de verdade.
Meu histórico é todo no exterior — como apresentar?
Mesmo formato cronológico, nomes de empresa romanizados com uma linha explicando o negócio de cada empregador. O shokumukeirekisho é onde você traduz conquistas estrangeiras em termos que um gerente de contratação japonês consiga pesar.
Fontes oficiais
Esta página fornece apenas informações gerais e não constitui aconselhamento jurídico. As regras de imigração mudam; sempre confirme nas fontes oficiais acima antes de tomar decisões.