Trabalho

O Currículo Japonês — Rirekisho e Shokumukeirekisho Explicados

Última revisão: 2026-07-16

A contratação japonesa usa dois documentos — o rirekisho, uma ficha padronizada de fatos, e o shokumukeirekisho, um histórico de carreira em formato livre. Candidatos estrangeiros perdem entrevistas menos pelo conteúdo do que por quebrar as convenções de formato pelas quais os empregadores filtram inconscientemente.

Fatos principais

Rirekisho
Formulário padronizado de fatos
Shokumukeirekisho
Documento de carreira/conquistas
Foto
Obrigatória, formal
À mão?
Não — digitado é o padrão hoje
Quando o CV basta
Empresas globais, maioria da TI

Dois documentos, duas funções

O rirekisho prova que você é organizado: dados pessoais, educação e empregos em cronologia estrita, qualificações, tempo de deslocamento, dependentes. A função dele é ser completo e sem erros. O shokumukeirekisho vende: projetos, números, escopo de responsabilidade. Estrangeiros tendem a investir demais no primeiro e de menos no segundo — inverta isso.

As convenções que decidem triagens

  1. Cronologia ascendente, sem lacunas. Uma lacuna pede uma linha neutra (“estudo de idioma”, “mudança com a família”) — anos em branco sem explicação são a rejeição silenciosa clássica.
  2. O campo de motivação é o trailer da entrevista. Duas ou três frases ligando esta empresa à sua trajetória. Ambição genérica lê-se como spam.
  3. Formalidade do tom. Japonês casual em documentos sinaliza risco de entrevista; se sua escrita está abaixo do N2, peça revisão do texto final — e prepare-se para conversar sobre ele na entrevista.

Quando dá para pular tudo isso

Empresas globais e a maior parte do mercado tech em inglês aceitam CV padrão — mais uma prova de que aquele mercado é à parte. Mas qualquer candidatura que entre num fluxo de contratação em japonês, inclusive via recrutadores, será reformatada nesses dois documentos; controlar essa conversão você mesmo é melhor que deixar um agente fazê-la mal.

Erros comuns e avisos

  • A consistência das datas é conferida linha a linha — estudos e empregos podem usar era japonesa ou ano ocidental, mas de forma uniforme e sem lacunas inexplicadas.
  • A foto pesa mais do que parece — a selfie de celular reprova numa triagem que a foto de cabine passa. Cabines de foto para currículo existem em todo canto no Japão.
  • Não copie o campo de motivação (shibō dōki) entre empresas. Recrutadores reconhecem template na hora, e é a caixa mais lida da página.

Perguntas frequentes

Onde menciono meu status de visto?

Na coluna de observações do rirekisho, breve e factual ("status Engineer/Humanities, renovação em 2027-06" — ou "visto de longo prazo nikkei", que os RHs conhecem bem). O empregador precisa disso, e deixá-lo adivinhar só gera insegurança.

E JLPT e certificações?

O rirekisho tem uma seção de licenças/qualificações — liste o JLPT com nível e ano, mais habilitação se for relevante. Para escritório, um JLPT N2+ no topo dessa seção trabalha de verdade.

Meu histórico é todo no exterior — como apresentar?

Mesmo formato cronológico, nomes de empresa romanizados com uma linha explicando o negócio de cada empregador. O shokumukeirekisho é onde você traduz conquistas estrangeiras em termos que um gerente de contratação japonês consiga pesar.

Fontes oficiais

Esta página fornece apenas informações gerais e não constitui aconselhamento jurídico. As regras de imigração mudam; sempre confirme nas fontes oficiais acima antes de tomar decisões.

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